
Você confia no código SMS para proteger os dados da sua empresa. Mas e se eu disser que um atacante qualificado consegue bypassar essa proteção em menos de 3 minutos?
O MFA bypass não é ficção científica. É uma realidade que coloca em risco a identidade digital de milhões de usuários corporativos todos os dias.
Segundo a Cybersecurity & Infrastructure Security Agency (CISA, 2023), ataques de phishing sofisticados conseguem interceptar códigos SMS com alta taxa de sucesso quando combinados com engenharia social.
Além disso, a LGPD exige que empresas protejam adequadamente os dados pessoais. O vazamento de credenciais por falha em MFA pode resultar em multas de até 2% do faturamento anual.
O que é MFA e por que SMS é o elo mais fraco
MFA significa autenticação multifator. É aquela camada extra de segurança que pede algo além da senha.
Contudo, nem todo MFA é criado igual. O método via SMS possui três vulnerabilidades críticas:
- SIM swapping: atacantes convencem operadoras a transferir seu número
- Interceptação SS7: falha no protocolo de telecomunicações permite leitura de mensagens
- Phishing em tempo real: páginas falsas capturam o código enquanto você digita
Por exemplo, segundo o Verizon Data Breach Investigations Report (2023), 74% dos vazamentos envolveram o elemento humano, incluindo phishing e roubo de credenciais.
Diante disso, confiar apenas em SMS é como trancar a porta da frente e deixar a janela escancarada.
Como funciona um ataque de MFA bypass na prática
Durante um pentest, equipes especializadas simulam exatamente o que um atacante real faria. O processo é assustadoramente simples:
Passo 1: Utilizando ferramentas do Kali Linux, cria-se uma página de login idêntica ao sistema da empresa-alvo.
Passo 2: Envia-se um e-mail de phishing direcionado aos colaboradores-chave.
Passo 3: Quando a vítima insere usuário e senha, o sistema de ataque captura os dados e imediatamente solicita o código MFA.
Passo 4: A vítima recebe o SMS real da empresa e digita na página falsa.
Passo 5: Em milissegundos, o atacante usa essas credenciais no sistema verdadeiro antes que o código expire.
Portanto, o atacante não precisa quebrar a criptografia. Ele simplesmente espera você fazer o trabalho por ele.
Red team vs. blue team: a simulação que muda tudo
A maioria das consultorias oferece apenas pentest básico. Testam portas abertas, verificam vulnerabilidades conhecidas e entregam um relatório.
Assim sendo, elas mostram as janelas abertas, mas não testam se alguém consegue realmente entrar.
A RESH opera diferente. Nosso serviço de Red Team é uma simulação de ataque completa que replica o comportamento de adversários reais.
O que diferencia um red team de elite
No Red Team, não seguimos um checklist. Pensamos como atacantes reais:
- Reconhecimento prolongado: estudo detalhado da empresa antes do ataque
- Engenharia social avançada: teste dos colaboradores, não apenas dos sistemas
- Persistência: adaptação de estratégias quando bloqueios são encontrados
- Exfiltração de dados: validação de que informações podem ser extraídas
Enquanto isso, o Blue Team (equipe de defesa) tenta parar os ataques em tempo real. Essa dinâmica cria aprendizado impossível de obter em testes convencionais.
Segundo o NIST Special Publication 800-115 (2023), testes de penetração que incluem elementos de Red Team fornecem avaliação mais realista da postura de segurança organizacional.
Métodos de MFA que realmente protegem contra bypass
Se SMS não funciona, o que usar? Existem alternativas significativamente mais seguras:
Autenticadores baseados em TOTP: aplicativos como Google Authenticator ou Microsoft Authenticator geram códigos localmente. Não dependem da rede de telecomunicações.
Chaves de segurança físicas: dispositivos FIDO2 como YubiKey são praticamente impossíveis de bypassar remotamente.
Autenticação biométrica combinada: impressão digital ou reconhecimento facial no próprio dispositivo registrado.
Contudo, a implementação precisa ser correta. Durante testes de phishing profissionais, é comum encontrar configurações incorretas de MFA que deixam brechas abertas.
Os dados não mentem: o custo real do vazamento de credenciais
Segundo o relatório Cost of a Data Breach 2023 da IBM Security, o custo médio de um vazamento de dados no Brasil atingiu R$ 6,7 milhões.
Além disso, o tempo médio para identificar e conter uma violação foi de 277 dias. Quase um ano inteiro com atacantes potencialmente dentro da rede.
A LGPD impõe responsabilidades claras sobre proteção de dados pessoais. O vazamento de credenciais que exponha informações de clientes pode resultar em:
- Multas administrativas de até R$ 50 milhões
- Processos judiciais de clientes afetados
- Dano irreparável à reputação da marca
Portanto, investir em segurança ofensiva não é custo, é prevenção de prejuízo catastrófico.
Por que a RESH está na elite do mercado de pentest
Nossa metodologia vai além dos padrões PTES (Penetration Testing Execution Standard). Integramos técnicas de red team contínuo que mantêm sua defesa sempre atualizada.
Utilizamos as mesmas ferramentas que atacantes de elite: Kali Linux, frameworks de exploração e técnicas avançadas de vazamento de credenciais.
Atualmente, trabalhamos com empresas que entendem que segurança básica não basta mais. São organizações que lidam com:
- Dados sensíveis de milhões de clientes
- Transações financeiras de alto valor
- Propriedade intelectual crítica
- Infraestrutura de missão crítica
Nosso pentest de aplicação identifica vulnerabilidades que consultores tradicionais não encontram porque não pensam como atacantes reais.
Próximos passos: proteja sua identidade digital hoje
O MFA bypass não é questão de “se”, mas de “quando”. Atacantes evoluem diariamente. Sua defesa também precisa evoluir.
Comece auditando seus métodos atuais de autenticação. Elimine SMS como fator único de proteção. Implemente autenticadores baseados em aplicativo no mínimo.
Em seguida, considere contratar uma simulação de ataque profissional. Só assim você saberá se suas defesas funcionam contra adversários reais.
A RESH oferece avaliação inicial sem compromisso. Nossa equipe de red team pode demonstrar exatamente onde estão suas vulnerabilidades antes que atacantes maliciosos as explorem.
Entre em contato através do formulário em resh.com.br e descubra como proteger seus dados e sua reputação.
Fontes
- Cybersecurity & Infrastructure Security Agency (CISA) – “Implementing Phishing-Resistant MFA”, 2023. Disponível em: https://www.cisa.gov/
- Verizon – “Data Breach Investigations Report 2023”. Disponível em: https://www.verizon.com/business/resources/reports/dbir/
- IBM Security – “Cost of a Data Breach Report 2023”. Disponível em: https://www.ibm.com/security/data-breach
- NIST (National Institute of Standards and Technology) – “Technical Guide to Information Security Testing and Assessment”, Special Publication 800-115, 2023. Disponível em: https://csrc.nist.gov/publications/